A ética do marketing digital para médicos

A internet até pode parecer uma "terra de ninguém", mas não é. A forma como você age no mundo digital pode impactar diretamente na sua carreira. Seja de forma positiva ou negativa. Por isso, é fundamental conhecer e respeitar as normas do guia de Publicidade Médica do Conselho Federal de Medicina.

A internet mudou para sempre a maneira de fazer publicidade. Se antes era necessário realizar altos investimentos para investir em espaços públicos para as grandes massas – como TV, rádio, outdoors ou jornais – hoje em dia, é possível decidir quanto quer investir e ainda atingir apenas o público interessado ou que já está procurando por algum produto ou serviço.

Assim também funciona a procura por profissionais da medicina e saúde. Dados da Health Report mostram que 56% das pessoas pesquisam por um médico na internet antes de agendar uma consulta com o mesmo, reforçando a importância de ter um site com informações relevantes e completas, bem apresentável e que é facilmente encontrado por motores de busca.

Nas redes sociais, as postagens se misturam às de influenciadores, grandes marcas e pessoas próximas dos usuários, ou seja, é fundamental contar com uma estratégia de conteúdo que atraia pessoas, mas respeite as normas do guia de Publicidade Médica do Conselho Federal de Medicina.  

Nós, da Evolua Doutor, trabalhamos com marketing digital exclusivamente para a área da saúde, ou seja, já estamos adaptados às regras, públicos e estratégias que funcionam. Por isso, criamos este material para orientar e informar sobre os principais pontos de atenção na hora de fazer conteúdo e publicidade para médicos mantendo sempre a ética e respeito às definições do Conselho. 

Por que um manual?

O Manual de Publicidade Médica foi elaborado em 2011 pelo Conselho Federal de Medicina devido à necessidade de pensar a ética da aparição médica na mídia para que valores não sejam distorcidos, o sensacionalismo seja evitado e a autopromoção não se transforme em  uma prática comum.

Com o aumento dos canais de comunicação, o acesso a informação sobre saúde foi muito facilitado, o que é ótimo. Porém, longe das grandes mídias, é mais difícil ter controle sobre o que é veiculado na internet, por exemplo, onde existem milhões de perfis nas redes sociais, portais de notícias, vídeos e outros formatos.

Algumas regras, como informar sempre o número de registro no CRM e o Registro de Qualificação de Especialista, têm como objetivo comprovar o vínculo daquele médico com o assunto que está abordando. Outras, mais específicas, se relacionam ao tipo de imagem e linguagem que podem ou não ser utilizadas. De qualquer forma, o ponto principal é sempre garantir a vracidade e imparcialidade da informação, como veremos mais detalhadamente a seguir.

Linguagem verbal

Como já mencionamos, o conteúdo abordado por um médico em qualquer canal, seja jornalístico, através de entrevistas para imprensa, publicitário e/ou redes sociais, deve ter sempre a intenção de informar e educar, nunca de vender.

Sendo assim, não é permitido garantir bons resultados para um tratamento ou cirurgia, por exemplo, ou usar expressões como “o melhor”, “resultado garantido” e outros nesse sentido. Também fica proibido a associação à marcas, mesmo que sejam farmacêuticas, pois o médico deve orientar imparcialmente.

Outras práticas vedadas pelo manual são a de chamar a clientela para o consultório ou clínica, divulgando endereço, telefone ou até mesmo fazendo convite e de apresentar algum tratamento, equipamento ou técnica como exclusiva.

Por isso é tão importante aliar o conteúdo ao conhecimento em marketing digital, pois a agência ou profissional saberá transmitir a informação necessária sempre utilizando as melhores práticas para cada canal.  

Linguagem visual

Além de haver regras, como não poder mostrar pacientes, antes e depois, promessas de tratamentos mostrando corpo, também é de bom tom utilizar imagens positivas, não de sofrimento, que lembrem morte.

Apesar de ser muito utilizado em outros mercados, não é permitido que médicos utilizem imagens de pacientes mostrando “antes e depois”, pois também seria uma forma de mostrar o resultado, sendo que para cada pessoa o resultado pode ser diferente.

Pela segurança da informação, é imprescindível que apenas profissionais capacitados falem sobre saúde em geral, ou seja, pessoas leigas, como celebridades ou influenciadores nunca devem orientar ou até mesmo sugerir que utilizam determinado tratamento.

O que pode ser feito:

  • Ter perfil nas redes sociais;
  • Trazer informações relevantes;
  • Explicações educativas;
  • Conteúdo em formato de vídeo, foto ou texto (desde que informativo);
  • Falar sobre os assuntos do qual é especialista;
  • Utilizar imagens que ilustrem o que está sendo falado, mas sempre em tom positivo e otimista, sem criar pânico.

O que não pode ser feito:

  • Prometer resultados;
  • Usar imagem de pacientes, mesmo com a permissão dos mesmos;
  • Usar informações ou imagens fortes de possíveis lesões ou doenças;
  • Parcerias com celebridades leigas falando ou recomendando algum tratamento ou profissional;
  • Sugerir tratamentos ou apresentar informações que não seja aprovados pelo conselho de medicina.

Estas são apenas algumas das normas, mas quem quiser acessar o guia por completo pode clicar neste link. Lembrando que a melhor forma de garantir que a comunicação está dentro das regras estabelecidas e ainda fazendo bom uso das ferramentas de marketing digital é contratando uma agência especializada em ambos.

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no print
Print

Conteúdos relacionados

Sobre

EVOLUA DOUTOR é uma empresa de soluções digitais para profissionais de saúde, criada em 2018, que faz parte do Grupo Evolua Online, juntamente com o portal de notícias Evolua Saúde

CNPJ: 30.724.537/0001-65

Contato